Ouro Preto - parte 2
Só para não continuar procrastinando e acabar sem escrever sobre isso, vou contar brevemente como foi o dia que passamos em Ouro Preto e Mariana, a última noite em Ouro Preto, a estada em Formiga e finalmente a chegada em Campinas (ok, talvez não seja tão breve).
No dia seguinte à noite no bar com o professor e a Kate, esta e a Rozenn acordaram cedo e foram fazer uma aula de yoga em algum lugar lá embaixo (do albergue para a cidade histórica tem uma enorme ladeira). Eu e o Sacomoto acordamos pouco depois e tomamos café-da-manhã enquanto elas não voltavam.
Quando voltaram, saímos para visitar igrejas (finalmente). Como queríamos ainda fazer o passeio pela Mina da Passagem (uma antiga mina de ouro subterrânea agora aberta a visitação - passagem é o nome do lugar) e como ela fechava às 17:30, tínhamos que estar de volta ao albergue para pegar o carro no máximo às 15h. Por isso vimos apenas duas igrejas (a de Nossa Senhora do Pilar e a de Nossa Senhora do Carmo).
A de Nossa Senhora do Pilar é a segunda mais rica do Brasil, com mais de 400kg de ouro. Foi a mais legal de visitar porque fomos meio que coagidos a aceitar um guia e, depois de conformados com a fatalidade da situação, acabamos aproveitando o cara e aprendendo algo sobre a igreja (informações de veracidade questionável, claro).
Depois disso almoçamos, pegamos o carro e fomos para Passagem de Mariana (um bairro antes de chegar na cidade), onde tem a mina. Apesar do preço alto (R$17,00), o passeio foi bem bacana e valeu a pena. Tinha um rapazinho novo explicando as coisas, e ele até que sabia bastante.
Saindo de lá, fomos a Mariana, onde conhecemos a igreja matriz, outras duas que ficam uma do lado da outra e mais uma lá no topo, que era só do clero. Lá também tinha um guia compulsório que eu e a Rozenn aproveitamos bastante (o Sacomoto, cansado de igrejas, ficou no carro). A propósito, Mariana é a primeira cidade de Minas Gerais, criada apenas dois anos antes de Ouro Preto.
Quando voltamos para o albergue, em Ouro Preto, já era de tardezinha. Tomamos banho e ficamos à toa, conversando no sofá.
Havia, no albergue, um grupo de treze chilenos simpáticos, com quem nenhum de nós tinha conversado desde que chegamos - apesar de simpáticos, eles estavam no grupo deles, nós no nosso, então acho que rolou uma timidez de ambas as partes. Essa noite, porém, algo mudou a rotina de convivência indiferente: cerveja.
Os chilenos iriam fazer um pedido de cerveja para ser entregue lá no albergue mesmo e nos perguntaram se também queríamos e quantas. Eu e o Sacomoto topamos (3 cada) e, quando chegaram, resolvemos esperar os chilenos acabarem de jantar para bebermos. Assim, sentados todos na mesa bebendo, começamos a conversar e eles colocaram música para tocar - incluindo o super sucesso Gasolina de Daddy Yankee. O estilo se chama reggeton, a dança é beeem sensual e parece ser bastante popular no Chile.


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